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sábado, 30 de junho de 2001

Praia Grande - Guarujá SP - Uma luta contra os LOUCOmóveis

Decidimos realizar uma vontade antiga: Voltar a Praia Grande, para desta vez percorrer a trilha de Praia Grande até o Guarujá, via balsa. Pelo caminho sempre beirando a praia, imaginávamos o quanto esse percurso seria interessante e bonito. Sabíamos também que seria difícil enfrentar os automóveis, mas não imaginávamos que seria tanto.
Chegamos na Praia Grande um dia antes, nos preparamos e acordamos cedo para encarar o novo desafio. Esperávamos um dia frio, mas fomos surpreendidos com um belo dia de sol e céu azul. Partimos tranqüilos pela ciclovia que nos acompanhou até a Ponte Pênsil, em São Vicente. Depois dela, estávamos lado a lado com os LOUCOmóveis, porque ninguém respeita o ciclista.
Estávamos bastante inseguros mas bem atentos ao trânsito. O percurso é quase todo plano e paramos muitas vezes para muitas fotos. Apesar de ser um trecho bem urbanizado, também tem sua beleza natural.
Cruzamos toda a praia de São Vicente. Depois, passamos por todos os Canais de Santos, até chegarmos a balsa que leva ao Guarujá. A travessia é gratuita e muito rápida. Não deu nem para curtir o balanço do mar... Uma multidão de ciclistas atravessa a balsa durante o dia inteiro. Encontramos muitos bikers pedalando nesta região também.
Chegamos a Praia de Pitangueiras, no Guarujá, com 35 Km de pedaladas. Sob um dia tão lindo, nos acomodamos ali na areia da praia, com nossas bikes e mochilas. Por ali descansamos um bom tempo até sentirmos fome, para curtir um almoço especial depois de tanto pedal.
Estávamos ao lado de um restaurante de frente para o mar, todo envidraçado, com uma linda paisagem. Nos acomodamos para almoçar e num ato de loucura pedimos uma super feijoada... Que estava maravilhosa, ainda seguida de uma banana flambada fantástica!
Bem, após alguns minutos de descanso e algumas fotos, iniciamos a volta. Já no final da tarde, fomos acompanhados daquele ventinho gelado de inverno e novamente dos LOUCOmóveis durante todo o percurso, até São Vicente.
Já de volta a Praia Grande, depois desses 70 Km pedalados, estávamos realizados por conquistar mais uma trilha. E felizes também por encontrarmos outros bikers pelo caminho. Acreditamos que este seja um percurso obrigatório para quem pedala. Apesar do perigo dos automóveis, o percurso é muito interessante e vale a pena conquistá-lo.

domingo, 20 de dezembro de 1998

Praia Grande - Mongaguá

Deixando os sonhos de lado e colocando os pés no chão... nós passamos alguns dias na Praia Grande. Carregamos nossas companheiras e nos divertíamos ali mesmo, na ciclovia. Uma ciclovia que comporta mais pedestres do que bikes, diga-se de passagem. Porque apesar de muito bem feita e muito bonita, a ciclovia não é respeitada pelos pedestres.
Depois de um gostoso dia na praia, era final de tarde e o sol já ameaçava se pôr. Como verdadeiros iniciantes, não tínhamos os equipamentos mínimos de segurança (nunca façam isso!), mas de repente sentimos uma vontade maluca de pedalar em direção a Mongaguá... E pedalamos por mais de 20 Km, com a alegria estampada no rosto e um prazer imenso que vinha do fundo da alma por estar conquistando um desafio totalmente novo e inesperado.
Dividimos todo o percurso com automóveis e pessoas eufóricas pelas ruas e calçadões. Mas nada disso importava. Nossos olhares estavam fixos no que poderíamos encontrar pela frente. Cada Km a mais pedalado era um motivo a mais para comemorar. Nossas bikes nunca pedalaram com tanta emoção...
Nós chegamos em Mongaguá já noite. Pedalamos ainda pelo centro, nos divertimos tirando muitas fotos, escolhemos um lugar aconchegante para um lanche rápido e apreciávamos a noite na praia para recarregar as energias da volta.
Iniciamos a pedalada da volta já perto da meia-noite. Fizemos a volta pelo mesmo caminho. Estávamos felizes e apaixonados pelo simples prazer de pedalar, com muitas coisas novas e divertidas para contar. Hoje me lembro sorrindo o quanto foi dolorido passar vários dias com as pernas assadas por não estar usando uma roupa apropriada. Lembro-me também o quanto estava insegura por não usar um capacete e por não ter ferramentas adequadas caso algo quebrasse pelo caminho. Mas não me arrependo. Foi muito importante sentir tudo isso para alimentar ainda mais o sonho de ter uma mountain bike de verdade, com roupas e equipamentos adequados.