terça-feira, 31 de dezembro de 2002
O primeiro Reveillon em Floripa 2002
2002/2003. Residencial Ilhas Gregas
sábado, 31 de agosto de 2002
Analândia SP - uma paisagem ímpar na Trilha do Cuscuzeiro
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2002
Santo Antônio do Pinhal
02/2002
quinta-feira, 31 de janeiro de 2002
Joanópolis SP - Muita aventura na cidade do lobisomen
01/2002.
Joanópolis passou a ser Estância Turística em 1999. Ainda em desenvolvimento, tem seus encantos turísticos pouco conhecidos entre os amantes da natureza. Ficou conhecida principalmente pela lenda que circunda a região: é a cidade do lobisomem. Uma pesquisadora chegou a cidade para pesquisar sobre o folclore e descobriu que todos os moradores sabiam alguma história sobre lobisomem. A partir daí, escreveu um livro e Joanópolis passou a receber emissoras de TV e foi notícia de muitos jornais.
O mérito da cidade não vem apenas de sua lenda sobre o lobisomem. A cidade está próxima de São Paulo (cerca de 110 Km), mas ao mesmo tempo parece estar bem distante. É super tranquila, tem montanhas e vales lindíssimos, que nos dão a impressão de estarmos muito mais afastados de São Paulo.
Chegamos na sexta-feira a noite e partimos para a primeira aventura: um encontro com o guia da cidade, a meia-noite, para caçar lobisomem... Uma trilha de Jeep nos levou por mais de duas horas contando todas as histórias da região. Passamos pelo cemitério, por capelas no meio do mato, por encruzilhadas e por casas que tiveram problemas com o lobisomem... Confesso que senti medo, mas adorei o passeio.
No dia seguinte acordamos com chuva. Saímos mesmo assim porque queríamos visitar alguns pontos turísticos. Passamos pelo centro, pela Casa do Artesão (que já recebeu muitos visitantes ilustres) e fomos até a Pedra do Lopo, o Gigante Adormecido. Depois de horas subindo por uma estradinha de terra muito perigosa devido a chuva, nos decepcionamos lá em cima porque o tempo fechado não nos permitiu ver a belíssima paisagem...
Já era tarde quando paramos para almoçar. No melhor restaurante da cidade, nos deliciamos com a comida mineira, direto do fogão a lenha. Fotografei tudo que a chuva permitiu e na verdade passamos o dia pensando na trilha do dia seguinte (que só aconteceria se parasse de chover). Já a noite, na pousada um indiozinho insistia em nos acompanhar. Além do dia de chuva, a pousada ficou sem luz... Sem luz no meio daquele bosque. Com chuva. E sem TV. Com uma lanterna, debaixo de chuva, nos dirigimos até o restaurante da pousada e jantamos a luz de velas. Estávamos quase terminando o jantar quando a luz voltou (o nosso amigo índio deu uma trégua...). Fomos dormir rezando para que parasse de chover e para que a viagem não se tornasse um verdadeiro programa de índio!
Acordamos cedo para saber do tempo e acompanhamos o nascer do sol. Belíssimo, por sinal. Ele nasce detrás das montanhas e reflete nas águas da represa de Joanópolis.Tímido, é verdade, mas pelo menos parou de chover. Nos preparamos, conferimos todos os equipamentos e partimos em direção a Cachoeira dos Pretos, onde começaria a tri lha. Este é o ponto turístico mais famoso da região. Lota todos os finais de semana. Tem acesso por estrada de terra, que tem condições regulares mesmo para um carro de passeio em dia de chuva (como foi o dia de ontem).
Com mapa na mão e muita coragem (as nuvens carregadas já apareceram pela manhã, demonstrando uma forte tendência aos temporais de fim de tarde), iniciamos a trilha que já sabíamos o quanto seria pesada. A altitude da região e as longas subidas já denunciavam isso. Pedalamos os primeiros 15 Km subindo. E quando o mapa dizia “sobe forte”, podíamos esperar que era forte mesmo...
O visual da trilha é lindo. São muitos vales e paisagens de tirar o fôlego. Todo esforço valeu a pena. Mas fomos surpreendidos com uma tempestade bem no topo do morro, quando faltavam ainda 6 Km para terminar a trilha. E o pior, a maioria de descidas eletrizantes. Imagine a quantidade de água e de lama que passava pela encosta? Já não enxergávamos mais nada, a não ser uma gigante névoa, que nos envolvia por todos os lados. Senti muito medo. Sabia que dali 2 Km teria um bar, aonde poderíamos parar e nos recuperar do grande susto.
Acho que foram os 2 Km mais longos de nossas vidas. Paramos para respirar um pouco e ainda completamente enxarcados seguimos viagem, já com uma chuva bem mais fraca. E mais subida forte pela frente. Chegamos na Cachoeira dos Pretos sãos e salvos. Conseguimos plásticos na lanchonete para poder entrar no carro, afinal, estávamos cobertos de lama. As bikes, então, irreconhecíveis... O carro passou bem pelos 18 Km de estrada de terra até o centro da cidade. Depois, mais 4 Km de lama até a Pousada. Chegamos inteiros e já sentíamos saudades da trilha quando nos preparávamos para voltar à São Paulo debaixo de uma tremenda chuva!
Joanópolis passou a ser Estância Turística em 1999. Ainda em desenvolvimento, tem seus encantos turísticos pouco conhecidos entre os amantes da natureza. Ficou conhecida principalmente pela lenda que circunda a região: é a cidade do lobisomem. Uma pesquisadora chegou a cidade para pesquisar sobre o folclore e descobriu que todos os moradores sabiam alguma história sobre lobisomem. A partir daí, escreveu um livro e Joanópolis passou a receber emissoras de TV e foi notícia de muitos jornais.
O mérito da cidade não vem apenas de sua lenda sobre o lobisomem. A cidade está próxima de São Paulo (cerca de 110 Km), mas ao mesmo tempo parece estar bem distante. É super tranquila, tem montanhas e vales lindíssimos, que nos dão a impressão de estarmos muito mais afastados de São Paulo.
Chegamos na sexta-feira a noite e partimos para a primeira aventura: um encontro com o guia da cidade, a meia-noite, para caçar lobisomem... Uma trilha de Jeep nos levou por mais de duas horas contando todas as histórias da região. Passamos pelo cemitério, por capelas no meio do mato, por encruzilhadas e por casas que tiveram problemas com o lobisomem... Confesso que senti medo, mas adorei o passeio.
No dia seguinte acordamos com chuva. Saímos mesmo assim porque queríamos visitar alguns pontos turísticos. Passamos pelo centro, pela Casa do Artesão (que já recebeu muitos visitantes ilustres) e fomos até a Pedra do Lopo, o Gigante Adormecido. Depois de horas subindo por uma estradinha de terra muito perigosa devido a chuva, nos decepcionamos lá em cima porque o tempo fechado não nos permitiu ver a belíssima paisagem...
Já era tarde quando paramos para almoçar. No melhor restaurante da cidade, nos deliciamos com a comida mineira, direto do fogão a lenha. Fotografei tudo que a chuva permitiu e na verdade passamos o dia pensando na trilha do dia seguinte (que só aconteceria se parasse de chover). Já a noite, na pousada um indiozinho insistia em nos acompanhar. Além do dia de chuva, a pousada ficou sem luz... Sem luz no meio daquele bosque. Com chuva. E sem TV. Com uma lanterna, debaixo de chuva, nos dirigimos até o restaurante da pousada e jantamos a luz de velas. Estávamos quase terminando o jantar quando a luz voltou (o nosso amigo índio deu uma trégua...). Fomos dormir rezando para que parasse de chover e para que a viagem não se tornasse um verdadeiro programa de índio!
Acordamos cedo para saber do tempo e acompanhamos o nascer do sol. Belíssimo, por sinal. Ele nasce detrás das montanhas e reflete nas águas da represa de Joanópolis.Tímido, é verdade, mas pelo menos parou de chover. Nos preparamos, conferimos todos os equipamentos e partimos em direção a Cachoeira dos Pretos, onde começaria a tri lha. Este é o ponto turístico mais famoso da região. Lota todos os finais de semana. Tem acesso por estrada de terra, que tem condições regulares mesmo para um carro de passeio em dia de chuva (como foi o dia de ontem).
Com mapa na mão e muita coragem (as nuvens carregadas já apareceram pela manhã, demonstrando uma forte tendência aos temporais de fim de tarde), iniciamos a trilha que já sabíamos o quanto seria pesada. A altitude da região e as longas subidas já denunciavam isso. Pedalamos os primeiros 15 Km subindo. E quando o mapa dizia “sobe forte”, podíamos esperar que era forte mesmo...
O visual da trilha é lindo. São muitos vales e paisagens de tirar o fôlego. Todo esforço valeu a pena. Mas fomos surpreendidos com uma tempestade bem no topo do morro, quando faltavam ainda 6 Km para terminar a trilha. E o pior, a maioria de descidas eletrizantes. Imagine a quantidade de água e de lama que passava pela encosta? Já não enxergávamos mais nada, a não ser uma gigante névoa, que nos envolvia por todos os lados. Senti muito medo. Sabia que dali 2 Km teria um bar, aonde poderíamos parar e nos recuperar do grande susto.
Acho que foram os 2 Km mais longos de nossas vidas. Paramos para respirar um pouco e ainda completamente enxarcados seguimos viagem, já com uma chuva bem mais fraca. E mais subida forte pela frente. Chegamos na Cachoeira dos Pretos sãos e salvos. Conseguimos plásticos na lanchonete para poder entrar no carro, afinal, estávamos cobertos de lama. As bikes, então, irreconhecíveis... O carro passou bem pelos 18 Km de estrada de terra até o centro da cidade. Depois, mais 4 Km de lama até a Pousada. Chegamos inteiros e já sentíamos saudades da trilha quando nos preparávamos para voltar à São Paulo debaixo de uma tremenda chuva!
segunda-feira, 12 de novembro de 2001
Ilha Bela SP - Uma trilha e 1 Milhão! de borrachudos
Mais um feriado prolongado e lá fomos nós em busca de novas trilhas... Desta vez viajamos sem uma trilha definida. Contaríamos com a sorte para descobrir uma trilha na região, um lindo lugar chamado IlhaBela, litoral norte de São Paulo (a balsa que leva a Ilhabela parte de São Sebastião).
Viajamos juntos com um casal de amigos, a Dri e o Marcelo, que nos acompanharam com o intuito de apenas curtir uma praia, sem participar das nossas loucas aventuras. Mais uma vez viajamos sem reservas antecipadas, arriscando a sorte em pleno feriado prolongado.
Chegamos em IlhaBela próximo da meia-noite. Acho que paramos em todas as pousadas, hotéis e chalés da Ilha. Estavam todos lotados. Lotados. Essa palavra nos causa arrepios... Já estávamos cansados, com fome e com muito sono, quando começamos a brigar sem motivos. Já estávamos decididos a voltar para São Paulo, quando às 06:00 horas da manhã encontramos um hotel. Estávamos tão exaustos que eu não me lembro como conseguimos colocar todas as bagagens para dentro do quarto.
A trilha não foi feita no dia seguinte, porque acordamos muito tarde. Aproveitamos o dia espetacular de sol para tirar muitas fotos e curtir as praias tão belas. Fomos de carro até a Praia de Castelhanos, que agora tem acesso mais fácil pela estrada melhorada. Já bem próximo à praia, tivemos de estacionar o carro e prosseguir a pé, porque havia um riacho cruzando o caminho. E neste momento sublime de nossa primeira aventura, fomos atacados por um milhão de borrachudos! Eles apareciam de todos os lados, como se o repelente fosse um atrativo para eles. Azar o meu, que sou alérgica! Não pudemos ficar muito tempo na praia, que é linda, porque não tivemos paz com os borrachudos.
Saímos da praia e fomos direto para a farmácia, providenciar alguma coisa para aliviar as picadas. A esta altura, meus pés começaram a inchar. Passamos o restante do dia nas praias próximas, no centrinho e na piscina do hotel (com os meus pezinhos inchados...)
Acordamos no dia seguinte com tudo pronto para iniciar a Trilha da Praia do Jabaquara. Eu olhei bem para os meus pés e pensei: “Se couber o tênis eu consigo pedalar”. Então, nós saímos de bike e nossos amigos pegaram o carro para ir a outra praia.
O dia amanheceu tão belo como o dia anterior. Iniciamos a trilha no porto, em direção a Praia do Jabaquara. Seu acesso é difícil, começa com asfalto e termina com terra. Mas toda a trilha é beirando o mar e as praias, com um visual inesquecível. Um visual capaz de encher os olhos de qualquer aventureiro.
O único perigo ainda vem dos carros, que são muitos ainda no asfalto. Bem, pedalamos por 1,2,3,4,5,6 Km quando eu comecei a perceber que o meu tênis estava ficando um pouquinho mais apertado, como se meus pés fossem pneus sofrendo a ação de uma bomba de ar. A dor foi aumentando, mas mesmo assim continuei a pedalar.
Como uma benção divina, nossos amigos apareceram de carro, indo para a mesma praia. Mas eu não desisti: fiquei mais tranqüila porque eu sabia que teria carona para voltar, mas continuei pedalando. Queria chegar até a Praia do Jabaquara com meus próprios esforços. Com muita paciência nós conseguimos chegar. Eu respirei aliviada quando, do alto do morro, avistei aquela praia espetacular lá embaixo, a Praia do Jabaquara. Parecia uma imagem de cartão postal.
Eu me joguei no primeiro pedaço de areia que encontrei, e aí começou um outro sacrifício: conseguir tirar o meu tênis. A esta altura, meus pés já pareciam gigantes batatas assadas, bem redondas e vermelhas... Ficamos por ali, curtindo o sol, o mar e a praia que é ainda mais bela do que a Praia de Castelhanos. Nós almoçamos e nos preparamos para voltar a nossa pousada. Eu, carregada até o carro, não sentia mais os meus pés, de tanta dor.
Descansamos o restante do dia e começamos os preparativos para deixar este lugar tão lindo. Apesar da minha alergia, não me arrependo e digo que valeu muito estar aqui, só preciso ter mais cuidado (ou criar uma nova fórmula para repelente de borrachudos). O que carrego de ruim é que eu saí da Ilha com um grande trauma de borrachudos, qualquer mosquito que se aproxima é motivo de pânico, eu entro em desespero!
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